sábado, 12 de julho de 2014

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guerra

é interessante ver que muito observam a guerra como parte do processo de desenvolvimento de algo. muitas vezes, são nas guerras os maiores desenvolvimentos científicos, biológicos e industriais.

o ser humano precisa da guerra.

há no entanto uma parcela de pessoas que se sentem cada vez mais prisioneira de um mundo em constante guerra. temendo sair à rua, fecham-se em casa e apenas olham para o mundo através de suas janelas disponíveis.

a guerra tira, para essas pessoas, a total capacidade de ver qualquer beleza na existência.

a guerra de fora se mistura a uma guerra interna, as duas se misturam e dessa junção escorre o medo e a paranóia.

ninguém é confiável. todos são potencialmente perigosos.

e então?

ying yang. querer apenas uma das cores, só o preto ou só o branco é impossível. a guerra e a paz se abraçam, se entrelaçam a ponto de haver células de uma na outra.

nunca vai haver liberdade nessa terra.

terça-feira, 10 de junho de 2014

liberdade

o primeiro pensamento, acredito, seja voltado a alguém que está preso, privado da liberdade, recuperando-a a seguir.

para os mais políticos a liberdade está voltada para basicamente poder dizer o que pensa e se expressar de outras formas sem ser tolido.

ao sair do útero a criança dá seus primeiros passos em direção a liberdade, que na verdade só deve ser atingida quando todas as capacidades pisco-motoras estão minimamente desenvolvidas para propiciar a independência.

poucas pessoas (tenho fé) pensam em atingir a liberdade podendo rumar para fora de seu próprios corpos. sim, estou falando de morte.

é esquisito pensar na morte como liberdade, mas sim, há essa correlação em muitas mentes.

pra quem pensa na liberdade que só pode ser obtida com a morte, o corpo muitas vezes é uma prisão. pense nas pessoas impossibilitadas de viver uma vida plena. pessoas com problemas físicos ou mesmo problemas que estejam relacionados com a comunicação cérebro/corpo.

há ainda as pessoas que vivem em profunda solidão. essa solidão pode ser a literal, mas pode ser uma solidão quase patológica quando o ser humano não encontra par para seus pensamentos, sua forma de pensar e se sente só. tende a procurar a solidão literal e se enclausura dentro de seu próprio cérebro, tentando desvendar sua própria forma de entender o mundo.

a morte pode significar liberdade quando a solidão se torna um fardo pesado demais. a morte pode se tornar liberdade quando não se encontra propósito na vida, quando o ser se torna apenas um organismo automático, que não pensa, não evolui, apenas repete.

pra quem pensa na morte como libertação, é bem provável que a sensação de liberdade nunca possa ser desfrutada.

sábado, 7 de junho de 2014

há um mundo que existe apenas dentro das conexões do meu cérebro. ele está ficando cada vez mais sólido.

no momento, no entanto, ele aparece para mim apenas como uma noite sem lua, em meio a neblina.

vou abri-lo e me alimentar dele.

eu devo ao menos a mim mesmo uma trabalho de arte, algo mais completo, começo, meio e FIM.