terça-feira, 10 de junho de 2014

liberdade

o primeiro pensamento, acredito, seja voltado a alguém que está preso, privado da liberdade, recuperando-a a seguir.

para os mais políticos a liberdade está voltada para basicamente poder dizer o que pensa e se expressar de outras formas sem ser tolido.

ao sair do útero a criança dá seus primeiros passos em direção a liberdade, que na verdade só deve ser atingida quando todas as capacidades pisco-motoras estão minimamente desenvolvidas para propiciar a independência.

poucas pessoas (tenho fé) pensam em atingir a liberdade podendo rumar para fora de seu próprios corpos. sim, estou falando de morte.

é esquisito pensar na morte como liberdade, mas sim, há essa correlação em muitas mentes.

pra quem pensa na liberdade que só pode ser obtida com a morte, o corpo muitas vezes é uma prisão. pense nas pessoas impossibilitadas de viver uma vida plena. pessoas com problemas físicos ou mesmo problemas que estejam relacionados com a comunicação cérebro/corpo.

há ainda as pessoas que vivem em profunda solidão. essa solidão pode ser a literal, mas pode ser uma solidão quase patológica quando o ser humano não encontra par para seus pensamentos, sua forma de pensar e se sente só. tende a procurar a solidão literal e se enclausura dentro de seu próprio cérebro, tentando desvendar sua própria forma de entender o mundo.

a morte pode significar liberdade quando a solidão se torna um fardo pesado demais. a morte pode se tornar liberdade quando não se encontra propósito na vida, quando o ser se torna apenas um organismo automático, que não pensa, não evolui, apenas repete.

pra quem pensa na morte como libertação, é bem provável que a sensação de liberdade nunca possa ser desfrutada.

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